20 de Novembro de 2008

Domínios

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O Sistema de Nomes de Domínios desempenha uma função simples e direta no mapeamento de nomes para endereços de Protocolo de Internet (IP) e no caminho inverso. Todo servidor de Internet possui um endereço IP, representado como uma série de números e letras, por exemplo, 123.45.67.254 ou 2001:503:A83:0:0:2:30. Mas, assim como os números de telefone, esses longas séries de números e letras podem ser difíceis de recordar. O DNS permite que as pessoas utilizem nomes, ao invés de letras e números, para chegar a Websites e enviar e-mails.

O rótulo localizado à extrema direita em um nome de domínio (como .com ou .net) é chamado de domínio de primeiro nível, ou TDL (Top-Level Domain). O DNS forma uma hierarquia: cada TDL possui um ou mais nomes de domínios de segundo nível (abc.com); cada nome de domínio de segundo nível pode ter muitos nomes de domínio de terceiro nível (empresa.abc.com) e assim por diante. Os nomes de domínios podem utilizar caracteres de vários scripts diferentes, como o kanji e o árabe, e não apenas o familiar alfabeto latino.

Depois de um usuário digitar um nome de domínio em um navegador Web, inicia-se um processo nos bastidores, denominado resolução, que utiliza uma rede global de servidores de nomes para procurar o endereço IP correspondente a um serviço associado ao nome do domínio, como o acesso a um Website ou a um serviço de e-mail.

Como funciona o Registro

Um usuário que deseja registrar um nome de domínio contata um distribuidor autorizado, que registra nomes de domínio para usuários finais. Mediante o recebimento da solicitação do nome de domínio feito pelo usuário, o distribuidor verifica se aquele nome de domínio está disponível, consultando o operador de registro que adminstra o TDL correspondente. Se o nome de somínio estiver disponível, o distribuidor autorizado efetua o registro junto ao operador, o qual acrescenta tal nome de domínio à sua base de dados. Desta forma, ninguém mais pode registrar aquele domínio durante o prazo de registro efetuado, que pode ser a partir de um ano.

Fonte: VeriSign

17 de Setembro de 2008

Qual a melhor forma para os executivos lidarem com o estresse?

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No mundo corporativo, horas de jornadas intensas de trabalho já é velha companheira dos executivos, principalmente daqueles que ocupam altos cargos nas empresas. Para atingirem metas, lidam com situações conflitantes, com a dificuldade da equipe e, muitas vezes, com a incompreensão dos chefes. Aliados a isso está a cobrança da família. Resultado: dor de cabeça, cansaço e claro, mais uma vez ele, o estresse, se manifesta de forma arrasadora e atingindo todos os segmentos da vida, inclusive o pessoal, tornando tudo um grande caos.

A diretora e coordenadora do Instituto Saber, empresa que é inovadora no desenvolvimento de alta performance em recursos humanos, a psicóloga Márcia Dolores Rezende explica que hoje, o estresse faz parte da rotina de muitos profissionais. “Lidar com esse mal da vida moderna significa estar mais preparado para o mercado e denota maturidade profissional”, destaca a especialista. Porém, conforme a psicóloga alerta, o que deve ser levado em consideração em relação ao problema é a forma com que o profissional o encara. “Se a pessoa transforma a situação em um transtorno isso é altamente prejudicial, mas se desenvolve uma percepção de desafio possivelmente os resultados serão de qualidade”.

Como evitar

Para evitar esse mal, Márcia explica que é preciso, em primeiro lugar, identificar o que está causando o problema e destacar os pontos que desencadeiam a causa. A partir desta informação, o executivo pode definir como ele quer lidar com a situação. Mas no caso de uma equipe inteira estressada, é preciso que o líder possa sanar o problema o mais rápido possível de forma que a harmonia volte para o convívio dos envolvidos, inclusive para que essas pessoas possam estar aptas a enfrentar as pressões do dia-a-dia. “É preciso preparar melhor o time para lidar com as variáveis presentes no negócio para que toda adversidade se transforme em oportunidades”.

Entretanto, a melhor forma de evitar o problema que causa tantos transtornos na vida do colaborador como no cotidiano da empresa, é apostar em políticas de saúde e bem-estar que possam proporcionar apoio e equilíbrio para o capital humano. “Os benefícios dessa iniciativa são inúmeros. Esse investimento na saúde dos profissionais aumenta a rentabilidade, pessoas felizes e satisfeitas produzem mais. Afinal, o bem estar traz idéias mais criativas proporcionando saídas inovadoras reforçando o conceito de empreendedorismo, terá um outro envolvimento com as atividades. Alem de ser uma valorização indireta que rende frutos diretos “, reforça a psicóloga.

Outra alternativa para afastar o estresse é o coaching aliado a programação neurolinguística (PNL)

Desde que se tornou advanced trainer em PNL, Márcia passou a usar esse método para ensinar as pessoas a como criar e manter padrões de pensamento favoráveis. Ela mostra que é possível atingir metas e mudar o comportamento apenas transformando a mente. “O coaching e a PNL são ferramenta poderosas e que dá ao profissional a capacidade de utilizar a sua neurologia de forma mais prática e funcional, aproximando-o do que ele quer evitando desperdiço de energia. Um Coaching Eficaz com PNL irá proporcionar autoconfiança quando ele descobre que pode lidar com varias experiências desafiadora de forma produtiva e com resultados. Ter uma estratégia para mudar e poder operacionalizá-la com agilidade é uma característica do Coaching Eficaz com PNL”, salienta.

Ao invés de fórmulas prontas e baseadas no conselho comum, a técnica da PNL aplicada por Márcia é indicada especialmente para pessoas que desejam desenvolver o potencial interno de habilidades emocionais. Desenvolvida pela psicóloga, as instruções transmitidas aos clientes são feitas a partir de explicações didáticas e exercícios passo a passo que ensinam, na prática, como utilizar o poder da mente a seu favor. Ela também dá dicas de como que as pessoas podem trabalhar as emoções e também como lidar com a raiva, angústia e ansiedade. A especialista defende que um profissional em pleno bem-estar pode influenciar o ambiente de trabalho de forma positiva e ser um agente multiplicador de criatividade e ações bem-sucedidas. “A PNL voltada ao mundo corporativo visa essa união entre bem estar e resultados, um colaborador influencia o sistema sempre, então a empresa que investir em como esse profissional irá influenciar sairá na frente e terá um excelente diferencial”, finaliza.

Confira algumas dicas da Dra. Márcia Rezende para se livrar do estresse no trabalho

- Coloque sua atenção no que você quer;

- Abra caminhos para atingir sua meta;

- Envolva as pessoas em sua visão e missão para dividir e produzir mui to mais;

- Delegue, compartilhe e auxilie, trabalhe em equipe e forme equipes;

- Saiba ouvir e peça feedbacks e respeite o que o outro tem para falar;

- Influencie o clima da área e dos ambientes por onde passa de forma positiva;

- Deixe nos ambientes informações boas;

- Valorize o que você faz e o que os outros fazem bem;

- Comunique com clareza, sensibilidade e harmonia.

Fonte: Portal Administradores
Sebrae

(Os textos apresentados neste Boletim são extraídos das fontes citadas ao final de cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas).

16 de Setembro de 2008

Amadorismo na criação de sites impede crescimento das empresas

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Autor: Karin Sato

A inclusão digital já foi uma preocupação generalizada. Quem não se lembra de que, quando os computadores por aqui chegaram, algumas pessoas tinham medo deles? Hoje, ninguém duvida de que a internet é parte essencial do dia-a-dia nas empresas. E, quando se fala em inclusão digital, refere-se às classes mais baixas da população, que tem pouco ou nenhum acesso à internet. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira é recordista mundial em tempo gasto na rede, com 14 horas diárias.

Mas há uma contradição nessa história. Segundo pesquisa do NIC.br, Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br, 95% das organizações com dez ou mais funcionários possuem computadores e 92% têm acesso à web. Se a internet já é uma realidade no mundo dos negócios, por que menos da metade das empresas tem um site?

“A percepção da importância dos websites é, muitas vezes, subestimada, quando, na verdade, a oferta de recursos é ilimitada e a lista de benefícios não pára de crescer, com o advento de novas tecnologias e o aumento do número de empresas e consumidores com acesso à rede”, explica o diretor-geral da Kyu Design Gráfico, empresa especializada em soluções visuais e criação de sites, André Shibata.

Internet deve ser usada para gerar negócios
O uso da internet visando à geração de negócios ainda é muito baixo no Brasil. Entre as empresas que possuem página na internet, 48% disponibilizam preços e catálogo de produtos e serviços para os consumidores, 34% oferecem suporte pós-venda, 23% aceitam pedidos e reservas de produtos e serviços e 10% possuem recursos para transações completas e meios de pagamento via web.

A discrepância do ponto de vista dos negócios é que os números mostram um ávido exército de consumidores circulando nas páginas da internet e, ainda assim, mais da metade das empresas não possui um espaço na internet. Entre as que possuem, 37% não apresentam nenhum dos recursos pesquisados.

E há o agravante de o amadorismo predominar na rede. “O proprietário do site deve respeitar algumas regras para que a ferramenta seja utilizada de forma positiva. É preciso apresentar uma imagem séria e profissional, que espelhe credibilidade, manter canais de comunicação com o consumidor e conhecer o comportamento do potencial cliente virtual, para saber criar oportunidades, e corresponder às expectativas”, afirma o diretor da Kyu Design Gráfico.

Priorize a interação
A maioria das empresas que busca uma empresa especializada em construção de sites tem em mente um produto institucional, que acaba limitando o potencial de interatividade com o consumidor. “Garantir o feedback das dúvidas, sugestões e reclamações em tempo hábil é importante para garantir a fidelização dos clientes. O sucesso de um site pode ser resumido pelo tripé: navegabilidade, objetividade e visibilidade”, acrescenta ele.

No Brasil, 45% das empresas que possuem site, ou seja, menos de um quarto do total, fazem vendas pela internet. Mas possibilitar uma transação de venda completa na internet é um dos recursos que o empresário deve buscar, garantindo a compensação do investimento.

De acordo com o NIC.br, com a venda pela internet, 74% das empresas obtiveram redução dos custos dos negócios, 71% agregaram mais qualidade para o consumidor, 69% tiveram o tempo de transação comercial reduzido, 58% registraram vantagem na equiparação à concorrência e 49% conseguiram aumento do número de vendas e de consumidores.

12 de Julho de 2008

O que é design?

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11 de Julho de 2008

Invenção e Inovação

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O problema com termos que de repente surgem do nada e entram “na moda” não está em sua natureza ou eventual utilidade, mas na quantidade de pessoas que saem despudoradamente a posar de especialistas e falar qualquer bobagem sobre eles. Foi assim com editoração eletrônica, internet, personal trainers, incubadoras, motivos para a explosão da bolha de pontocom, web 2.0… mais ou menos como sexo para pré-adolescentes: o tanto que se fala costuma ser inversamente proporcional à profundidade do conhecimento que se tem a respeito.

Nesse universo, poucos termos estão mais na moda que Inovação. É divertido ver a quantidade de consultores que se apressam a definir o tema e a desenhar diagramas com fórmulas para a sua implementação em qualquer empresa, para qualquer mercado. Não pode dar certo. Como a criatividade (ou o sexo, para não fugir do assunto), qualquer idéia verdadeiramente nova não pode surgir de um procedimento-padrão.

Inovação e Invenção são processos. Costumam demandar uma quantidade enorme de informação e pesquisa e, de vez em quando, até uma boa idéia criativa no meio do processo, não o contrário. Leonardo da Vinci e Júlio Verne são boas provas que não é difícil se imaginar coisas novas, o duro é colocá-las em prática.

Profissionais da área criativa são conhecidos por sua capacidade de tirar novas idéias aparentemente “do nada”, o que é muito bom. O duro é que, em sua busca pela novidade contínua, eles também são conhecidos por se entediarem com facilidade e não terem a paciência, atenção ou dedicação que o desenvolvimento de um projeto demanda.

É só pensar na quantidade de telefones celulares ou websites de comunidades que existem por aí que isso se torna bastante claro. Para que você precisa de um Krazr, de um Pebl, de um Rokr, se eles não trazem nada que seja útil e novo? Por outro lado, é óbvio o sucesso que um Blackberry faz, mesmo tendo aquele tecladinho ridículo e design nerd.

Em serviços web, isso é ainda mais evidente: comunidades virtuais surgem a cada instante, nenhuma delas com algo de novo, só mais um serviço de mensagens instantâneas, mais um calendário, mais um espaço de compartilhamento de arquivos etc etc etc… alguém se lembra do Multiply? Do Flock? Pois é. Enquanto isso o iPhone é conhecido (e desejado) por um terço da população dos EUA.

A revista New Yorker trata muito bem do tema ao mostrar que, ao longo do século XX, foi o uso, não a novidade. Um dos exemplos que mais gosto é o a artigo da revista BusinessWeek de 1975, que defende um “escritório sem papel” no futuro, que… bem, deixa pra lá.

Isso não significa que você tenha que dar o braço a torcer para os críticos da criatividade, muito pelo contrário. Só não seja um alvo fácil e evite fazer brainstorms com qualquer um, principalmente com seu cliente. Pense na quantidade de idéias que quiser, mas só as leve a público quando estiver preparado para defendê-las. Isso costuma poupar muita frustração.

Mudando de assunto para algo mais específico na área de tecnologia, estou lendo um livro espetacular de um inventor americano chamado Ray Kurtzweil. O cara é megalomaníaco e compulsivo, mas suas idéias são ótimas. Veja, por exemplo, sua definição do Ciclo da Tecnologia, com sete etapas:

Precursor - os pré-requisitos para uma tecnologia já estão disponíveis, os sonhadores imaginam esses elementos reunidos mas não vão muito além. Antes do walkman, muitos imaginaram um som portátil. Foi preciso o presidente da Sony ter a mesma idéia para fazer a diferença.

Invenção - “estalo” muito breve, comparável ao parto depois de uma longa gravidez. O inventor reúne curiosidade, conhecimento científico, determinação e técnicas de apresentação para criar uma nova tecnologia. É aquele momento “Eureka!“.

Desenvolvimento - período em que a invenção é protegida e desenvolvida, muitas vezes em um processo que aglutina outras tecnologias ou serviços. Conhecer o ambiente é fundamental nessa etapa, mais importante que dinheiro ou marketing. Que o digam o Microsoft Zune ou os concorrentes do Wii.

Maturidade - apesar de continuar a se desenvolver, ela tem vida própria e passa a fazer parte da comunidade. Seu papel é tão importante que parece que ela vai durar para sempre. É o sinal de alerta. A Web está neste ponto, a TV, indústria fonográfica e cinematográfica já passaram um pouco dele.

Falsas ameaças - momento em que novas iniciativas tentam competir com a tecnologia já estabelecida. Seus entusiastas cantam vitória antes do tempo. Ela dá errado porque lhe faltam algumas características importantes, mas nada que um pouco mais de pesquisa não resolva. Como a novidade foi anunciada com entusiasmo, ninguém tem paciência e os defensores da “velha” tecnologia se aproveitam dos defeitos para defender o atual estado das coisas. O fracasso do carro a álcool na década de 80 é um ótimo exemplo. O Newton, da Apple, é outro. Sob esse aspecto é bem divertido acompanhar as críticas ao iPhone.

Novas tecnologias - as tecnologias estabelecidas não perdem por esperar. As novas idéias que forem fortes o suficiente se fingem de mortas, reúnem forças para corrigir seus defeitos e voltam com tudo, forçando a aposentadoria de sua predecessora. MP3 e Foto digital estão neste estágio.

Retiro - As velhas tecnologias se transformam em antiguidades excêntricas, como o linotipo ou a máquina de escrever.

Apesar deste ciclo dizer respeito a produtos e infra-estrutura, acredito que também possa ser aplicado a serviços web, como este que você está debruçado a desenvolver neste exato instante.

Luli Radfahrer - 0 Comentários

24 de Abril de 2008

Menu de Sites

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Com o objetivo de tornar a aquisição de sites mais acessível para pequenas e médias empresas, desenvolvemos o projeto Menu de Sites. Consiste em apresentar modelos de sites pré-construídos, onde o cliente pode escolher o que mais gostar e o personalizamos de acordo com a logomarca da empresa, seu público-alvo e suas cores institucionais.

Os sites desenvolvidos acabam ficando completamente diferentes do modelo original, pois pode-se mudar a cor, as imagens, os itens do menu, e até colocar animações em flash. Todos os modelos possuem design profissional, e sua personalização conta com o trabalho de nossos colaboradores: web designers, designer gráficos, programadores e profissionais de marketing.

Vale a pena conferir: www.menudesites.com.br

22 de Abril de 2008

Qual é a hora certa de mudar uma logomarca?

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Mudanças administrativas, busca por novos clientes e consumidorese obsolescência são alguns dos fatores que influenciam na alteração da logomarca de empresas.

O avanço tecnológico e as alterações no comportamento do consumidor obrigam as empresas a se atualizarem para se adaptarem a um mercado cada vez mais competitivo. Depois de anos de atividade, elas começam a se questionar e ser questionadas sobre sua imagem. Quando é o momento ideal para reformular a logomarca? Será que é realmente necessário acompanhar essas transformações, adequar-se ao novo cenário da globalização, e mexer na imagem de uma empresa que vem fazendo sucesso em sua área de atuação há tanto tempo?

De acordo com Raphael Muller, gerente de marketing da Resultado Consultoria, de Curitiba, apenas reformular a marca com o intuito de modernizar a empresa e adaptá-la para os dias de hoje não é a solução para os problemas da empresa. “Essa reformulação deve vir acompanhada de uma orientação empresarial voltada para a geração de valor. É preciso que toda a organização esteja alinhada com a mesma estratégia”, alerta.

Necessidade de mostrar um novo modelo administrativo, busca por novos clientes e consumidores, e obsolescência da logomarca são os principais fatores que levam empresas a reformular sua identidade visual. Mas, seja qual for o motivo da mudança, o processo de criação deve ser minucioso para que o objetivo final, que é de atingir o consumidor de maneira positiva, tenha sucesso total.

Atualizar ou substituir uma logomarca são tarefas bem mais complicadas do que se possa imaginar, mais ainda do que sua simples criação, afinal, sua importância está muito além de mostrar um belo design, mas na expressão da história da organização, seus valores e missão. Ela requer estudo detalhado, considerando o mercado de atuação, o público consumidor e sua percepção em relação a atual. Além disso, é necessário que o designer responsável pela revitalização esteja afinado com as tendências mundiais para propor uma identidade moderna porque novo não é sinônimo de moderno.

Grandes empresas, que muitas vezes contam com departamentos de comunicação e marketing, investem em pesquisa de opinião pública, consultoria, criação e publicidade antes de fazer qualquer alteração. Mas e as pequenas e médias empresas, que não dispõem de tal estrutura, o que devem fazer?

O case A Formiga

Quando, em 1988, Evani Frischamnn assumiu o comando de uma das sorveterias mais tradicionais de Curitiba, A Formiga, fundada em 1952, a empresa já possuía sua identidade visual (logomarca e placas de sinalização). Logo nas primeiras semanas, um casal que não retornava à cidade há quinze anos esteve na sorveteria e ficou maravilhado pelo fato de ela ainda estar ali, e de o sorvete ainda ser o mesmo que tomavam quando eram crianças. “Foi aí que eu percebi a importância e a força da tradição, valor que mantemos até hoje”, revela Evani.

Naquela época, o desafio foi manter o que já estava ali, entregue de bandeja: tradição, produto saudável (sem conservantes, nem qualquer espécie de gordura adicional) e de qualidade, atendimento impecável e localização privilegiada. Quase vinte anos se passaram desde que o casal passou pela sorveteria. Até hoje, casais como aquele continuam se deliciando com “o gostinho da infância”, e comprovando que a receita deu certo. Se tudo estava indo bem, por que mudar?

Max Frischmann, filho de Evani, foi o primeiro a questionar a logomarca e a pensar na revitalização. Para ele, havia a necessidade de adaptá-la em materiais como guardanapos, potinhos de sorvete e aventais, por exemplo, mas o ícone da logomarca não parecia se enquadrar em tais materiais. Foi aí que Max começou a procurar por empresas especializadas nesse tipo de mudança. Na busca pela revitalização, há quatro meses, depois de perceber as dificuldades com a logomarca, que já não traduzia a realidade da empresa, Max decidiu pedir ajuda a quem bem entende de dar vida às marcas. Entrou em contato com o D-Lab Design Laboratory, estúdio de design que há cinco anos atua em Curitiba.

O designer Daniel Mazer seria o responsável por toda a nova identidade visual da empresa. O desafio estava lançado. Como dar cara nova à logomarca, sem perder o conceito inicial? Como o consumidor reagiria àquela mudança? Será que pensaria que a empresa foi vendida ou, ainda, será que deixaria de usar o produto ou serviço? Muitas vezes o cliente associa mudança de visual, com mudança de dono, de receita. E o valor tradição pode desaparecer, previne Daniel. Ele explica que se a revitalização não for feita com o máximo cuidado, o cliente perde a identificação com a empresa e, inconscientemente, vê tudo diferente. Nem o “gostinho da infância” é mais percebido por causa daquela cara nova demais. “Quando criei a nova logomarca para a sorveteria, tive de preservar alguns elementos da original para poder aprovar toda a proposta de atualização da imagem corporativa”, afirma Daniel.

A atitude de Max e Evani é difícil de ser tomada. E grande parte dos empresários ainda tem diversas barreiras em relação a essa mudança. Não é fácil perceber a hora certa de mudar a logomarca, principalmente se ela está associada ao sucesso. Por isso, é preciso que ela seja analisada com os olhos do consumidor, e não mantida apenas por questões emocionais ou de tradição. “A imagem de uma empresa não pode apenas agradar o proprietário ou ao designer. Ela precisa ser agradável ao consumidor”, finaliza o designer.

Jéssica Amaral - IEME Comunicação

11 de Março de 2008

Arquitetura de informação. Ganhar ou perder tempo com isso?

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No início de um projeto de interface, temos por instinto natural, não manifestar qualquer preocupação em projetar a arquitetura de informação, e não são raros os casos em que erros de planejamento nesta etapa inicial prejudicam a continuidade do projeto.

Muitas vezes, o principal fator que leva o designer a desconsiderar essa importante etapa, ironicamente, é o tempo que ela consome. Uma arquitetura bem estruturada e planejada evita e minimiza os riscos de erros que aparecem durante o desenvolvimento exatamente pelo fato de servir como um balizador de toda etapa de produção principalmente em projetos de grande porte.

É por essas e outras que nós designers precisamos nos conscientizar sobre a relevância da arquitetura de informação e encará-la não como uma inimiga, mas como uma amiga, “amiga do tempo”.

Cássio Lacerda - Design Coletivo (www.designcoletivo.com)

19 de Novembro de 2007

Design gráfico versus Web design

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Um artigo interessante no Astheria me fez pensar um pouco sobre o que é um designer e o que é um webdesigner. A diferença é tão óbvia e simples, mas mesmo assim têm gente que confunde.

É comprovado: você pode ser o melhor designer na sua área, quer seja na diagramação de revistas, desenvolvimento de identidades visuais, etc. Mas isso não quer dizer que você é um web designer competente. Têm muito designer lá fora dizendo que faz web design, mas preciso esclarecer algo para vocês: design para web e web design são duas coisas completamente diferentes.

E qual é a diferença? Simples! Um web designer entende de web. E quando entender de web, quer dizer que essa pessoa sabe programar e fazer sites para a web. E isso é o que diferencia um designer de um web designer. Um web designer precisa saber HTML e CSS além de design gráfico, claro. O web designer vai criar toda a parte gráfica do site (interface, diagramação, tipografia, etc) e depois vai criar o HTML e o CSS disto tudo. Mas precisa ainda ser um bom designer gráfico! Pois, qual a vantagem de um web designer que sabe de design gráfico sobre um web designer que fez um curso de Photoshop? É gigante. Como designer gráfico, aprendemos sobre usabilidade e acessibilidade. O web designer precisa pensar como que um deficiente visual vai visualizar o site, por exemplo. Ou como uma pessoa que só não possui um mouse pode navegar pelo site. Você aprende a lidar com isso no design gráfico. As chances de um web designer sem formação em design (os chamados “micreiros”) fazer um trabalho meia-boca são gigantes, mesmo que ele realmente seja o mestre do Photoshop e do Flash.

“Então o que faz o designer para web?”. O designer para web é o designer que não entende bulhufas de código. É o cara que vai ser contratado no final do serviço e os programadores vão dizer: “olha, aqui está uma tela de 1024×768 pixels. Desenhe um site dentro deste espaço“. Ele não vai ser contratado para lidar com os elementos de navegação, por exemplo. Ele vai apenas criar “o visual” do site. O que deixa bem claro que design impresso é diferente de design para a tela.

“Quem é melhor? O designer gráfico ou o web designer?”. Depende do serviço que você quer. Se for para criar um site bonito que funcione, um web designer é o caminho por ir. Se for criar um cartaz para divulgar um evento, você pode ir com o designer gráfico (ou o web designer - estou assumindo aqui que ele sabe tão bem de design quanto um designer).
Qual a sua opinião sobre isto? Você acha que designer deveria só trabalhar com design e web designer somente com web? Deixe sua opinião!

Texto extraído do site http://digitalpaperweb.com.br/ezine/